50 TONS DE CINZA
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PRODUTORES DE CINQUENTA TONS DE CINZA FALAM SOBRE COMO PRODUZIRAM O FILME
03:39Djenifer Dias
A revista americana ICG Magazine, entrevistou recentemente os produtores do filme Cinquenta Tons de Cinza, e durante a entrevista, os mesmos falaram sobre os tipos de produtos, câmeras e o que precisaram para produzir o filme. Leia:
Gravar um filme como Cinquenta Tons de Cinza vem com desafios que irão além da escolha da câmera, iluminação, locação e todos os aspectos técnicos e criativos associados à cinematografia. Esta adaptação da trilogia “pornô para mamães” de E.L. James teve que ser reescrita e escalada múltiplas vezes para não gerar debates da mídia sobre o uso proeminente de Bondage/Disciplina e Sadismo/Masoquismo (BDSM) na história.
“As expectativas estão lá“, observa Seamus McGarvey, ASC. BSC, enquanto tiramos um intervalo da sessão de color-timing no Technicolor, em Los Angeles. “Pessoas vão querer sexo, então nós não podemos desapontar.”
De fato, pessoas querem sexo. A trilogia erótica Cinquenta Tons de Cinza passou dois anos na lista da Nova Iorque Best Seller de ficção. – 28 semanas em primeiro lugar – e mais de 100 milhões de cópias tem sido vendidas no mundo inteiros desde que foi lançado em 2012. Isso é uma façanha para um projeto que começou como uma fanfic, descrita frequentemente como “Crepúsculo para adultos”, e então, surgiu como uma das séries publicadas mais vendidas da história.
A história segue com Anastasia Steele (interpretada pela iniciante Dakota Johnson) – uma peculiar, amante de livros e estudante do Washington State University que é perguntada por sua amiga doente para ir entrevistar no lugar dela, o misterioso bilionário Christian Grey (Jamie Dornan). É uma história de amor, mas com cordas, fitas, chicotes, e um lugar chamado de O Quarto Vermelho da Dor no desdobrar vaporoso das aventuras deles.
McGarvey nota honestamente que ele não estava particularmente interessado no trabalho, e a programação dele já estava reservada. Mas quando havia uma confusão nas datas dos projetos, ele decidiu assinar – principalmente por causa da sua história com Sam Taylor-Johnson, com quem trabalhou um longo tempo juntos em 2009, no filme Nowhere Boy, que narra à vida do jovem John Lennon. “As politicas sexuais foram definitivamente uma grande preocupação, no inicio“, ele relata. “Mas depois de ver como Anastasia estava dada profundamente, forte e direcionada, e como Christian tem uma vulnerabilidade que aponta a sua complexidade, eu percebi que poderia ser um show muito intenso.”
As aventuras não tão tórridas do irlandês com Taylor-Johnson existem há cerca de 25 anos, onde ele ajudou a iluminar as instalações e fotografias dela. Ele descreve Taylor-Johnson como uma de sua amiga e colaboradora mais antiga. “Eu estive trabalhando em quase tudo que ela fez”, ele reflete. “incluindo projetos para qual ela foi escolhida.”
As fotografias de Taylor-Johnson tem tido um contexto sexual, e contém nudez, mas a dimensão do trabalho dela foi muito menos que limitada. Ela é sondada em vários aspectos da condição humano – tudo que vem dela como Crying Men, uma série para dormir e rir, se apaixonar e sim, sexo.
“No geral, eu gosto de explorar o que isto é para o ser humano em diferentes estados e condições de ser.” A criadora de filme britânica compartilha. “Nudez é outro estado de ser, e é relativamente normal”.
McGarvey, que gravou o curta de Taylor-Johnson, Love You More, que envolve razoavelmente cenas de sexo gráficas entre dois jovens, foi capaz de criar em várias constantes, tudo o que ele tem visto como diretor visual de arte através dos anos – uma forte vantagem psicológica associada com simplicidade – “épica todos os dias“, ele fala.
A história de fundo para Taylor-Johnson envolver em Cinquenta Tons de Cinza começa quando ela estava autorizada pelo The New York Times para fazer uma foto divulgando os jovens debutantes no The Crillon Ball, em Paris. Mas depois de se deparar com um expert de bondage em suas viagens no mundo da arte, ela sugeriu uma gravação no mundo do BDSM. Quando a hora para pesquisa para Cinquenta Tons chegou, ela contatou o mesmo expert que ela teria entrevistado décadas atrás.
“O desafio para mim,” McGarvey continua, “foi olhar para um mundo que eu pensei que era um pouco atraente – BDSM – e encontrar formas de fotografar de forma que a protagonista feminina ganhe mais importância e mais respeito.
Sam e eu tentamos ser realmente sensitivos a isso, e eu acho que com o talento dela, ela foi restaurada a um lugar de reverência e beleza.”.
Em preparar um plano visual, McGarvey e Taylor- Johnson se encontrou com uma dominatrix com quem teve clientes ao nível de Christian Grey. Ela explicou para eles sobre os vários equívocos no mundo do BDSM.
“Ela é muito à luz da sensualidade e de todo o aspecto sexualidade”, Taylor-Johnson relata, “ela explicou para a gente como [BDSM] é sobre criar um ambiente confortável baseado na verdade, e como a intensidade de que acredita em uma relação é incrivelmente poderosa. Essas são as coisas que eu mantive em minha mente quando eu avancei com a história.”.
McGarvey, que usava dois ALEXA XTs gravadores Codex a bordo para gravar as narrativas de Taylor-Johnson sobre a história, admite, “não havia uma grande filosofia cinematográfica para este filme.
Sam é conhecida pela simplicidade dela, e isso é uma coisa que eu procurei honrar. Fotograficamente falando, é um dos filmes mais simples que eu gravei. A composição e concepção foram mais importantes que a iluminação.”
Simples, talvez. Mas há uma definição visualmente que subliminarmente fica dentro da experiência do público. Durante a fase de pesquisas, o produtor de design David Wasco encontrou essa grade para desempenhar um papel importante nas técnicas de BDSM. Elas podem facilmente ficar penduradas nos tetos ou em paredes em ordem para algemar ou amarrar mãos ou pés. Grandes grades são incorporadas duramente dentro do Quarto Vermelho – o centro local da história de amor de Christian e Anastasia, como também na loja de materiais, Clayston’s, onde Anastasia trabalha, e a cobertura onde tem um quarto com divisórias verticais onde Christian vive.
“Então, nós éramos capazes de integrar a iluminação dentro desse tema”, diz Wasco, que em seu resume inclui Pal Fictions, The Royal Tenenbaums e Collateral”. “O teto no Quarto Vermelho veio com este sistema de grades que poderiam, ao toque de um botão, articular para baixo e para cima. Isso deu a Stuart [eletricista] uma oportunidade da luz de cima para criar uma grade Cucoloris padrão no chão de couro. E Stuart fez isso.”
Haggery diz que foi importante que as instalações das luzes não sejam visualmente muito intrusivas, e dão aos atores, a liberdade que Taylor-Johnson requiriu.
“Nós tivemos leis severas nessas grades“, ele explica. “Primeiro, era um ambiente com doze caixas de luz no geral, um mix de 150- e 300- watts praticamente, Então nós usamos Lekos nos painéis de teto que eram projetados para puxar grandes luzes, que produziriam grandes sombras nos chãos e em partes do set. Nós tivemos também, um número de bancos de tiras Chimera e Lowl Rifa-Lites penduradas acima, onde traria para baixo, apenas um pouco do preenchimento.”
As paredes eram projetadas com cabinetes e iluminadas com MR16 Pars e Lekos em ordem para manter o fundo um pouco quente. Nenhum gél foi usado no Quarto Vermelho, exceto por Cyan 60, a produção de design teve um tema vermelho no inicio, havia vários tecidos de seda na cor “sangue-de-boi”.
“A peça central visual foi sempre trabalhar para o Quarto Vermelho”, McGarvey observa, Taylor-Johnson descreve isso como o terceiro personagem principal da história, Não há nada “De alta ou baixa qualidade na cultura BDSM“, Wasco diz que alta qualidade não é algo que você pode pesquisar no Google para referências de fotografias. De fato, tem uma versão super elevada de BDSM, de não fácil acesso ao público em geral que a equipe de Cinquenta Tons tentaram mostrar nas telonas.
Wasco descreve isso como um “útero”: um lugar relaxante “que não é estranho ou assustador. Nós tivemos várias conversas sobre isso, e trabalhei de perto com nossos experts que falaram para gente sobre seus clientes.”
Apesar de todo o cuidado e atenção tomada na narrativa da história, Taylor-Johnson sabia que o fenômeno Cinquenta Tons de Cinza foi um desafio para atender duas coisas: as expectativas dos fãs e a ansiedade dentro da própria equipe de produção dela. O Produtor Dana Brunetti, ao lado do seu parceiro de produção, Michael De Luca, diz que se ele não não achasse que isso tivesse ficado bom, ele não pegaria o show.
“Quando alguém ler o livro, tem um teatro em sua mente“, descreve Brunetti, presidente da Kevin Spacey’s Trigger Street Productions, que inclui nos créditos nomeações ao Oscar com The Social Network e Captain Phillips. “O que você deve pensar de uma cena ou de um personagem, ou um momento, não deve ser o mesmo que as pessoas imaginam, Nós apenas esperamos conseguir chegar perto o bastante para cumprir com o que o público quer.”
Quanto ao grande conteúdo sensitivo, é compreensível que a Universal Pictures faça Guy Adan ( King Kong, Magnolia), deixar a unidade de publicismo da Local 60, fora dos limites dos comentários. Brunetti e De Luca tiveram perguntas que perseguiu a série de livros desde que pegou fogo com o público em geral, como eles planejam e retratam o BDSM, sem deixar que o filme se transforme apenas em sexo? Ironicamente, Brunetti nota mais as opiniões que vieram de pessoas que não leram os livros ainda.
“As percepcoes deles são beaseadas no que eles tem ouvido da mídia“, o produtor insiste. “aqueles que leram os livros sabem entender que os livros são gráficos, [a experiência da leitura] foi de fato “teatro na mente” de cada um. Eles questionaram como nós poderíamos fazer o filme não ser tão gráfico, mas Sam e Seamus vem fazendo isso de um jeito muito artístico que permite que a imaginação do público faça assumir o controle de novo. Eles deixaram isso mais erótico seguindo o mantra “menos é mais.”
Para ajudar o público com aquelas caixas narrativas momentâneas, McGarvey grava anamórficamente com as lentes 4:3 Panavision’s C-Series.
“No ínicio, quanto à composição, existe uma distância e um tipo de portentoso espaço entro os personagens que eventualmente se fecha [no Quarto Vermelho]. Eu procurei encontra meios de mostrar a pertubação do mundo Christian Grey que inicialmente vivia com simetria, ordem e um pouco de cor em sua vida.”
Como a história de amor começa a se materializar, McGarvey expandiu a cor, que foi motivada pela influência da Anastasia no mundo de Christian. Ele introduziu mais movimentos fluidos da câmera, e uma profundidade menor no raio de visão. Inicialmente, a câmera teve uma vantagem bem clínica para fazer com que esses movimentos eventualmente venha com mais feminilidade e peso.
“De primeira, nós estivemos fazendo a câmera seguir a ingenuidade de Anastasia“, adiciona o primeiro AC Doug, Lavender, que esteve na segunda unidade com McGarvey em Godzilla (2014). “Então, quando a história de amor se desenrola, a câmera se torna mais fluida. Nós tivemos uma cabeça remota na câmera para as cenas de amor, então nós poderíamos estar completamente ao redor, especificamente no Quarto Vermelho, onde nós filmamos em 360 graus.”
O diretor da Local 600, Hand Bjerno (Interstellar, True Detective, Dark Knight Trilogy), diz que teve conversas com McGarvey e Taylor-Johnson sobre a aparência do filme antes de voar para as locações em Vancouver, Seattle e Portland. Bjerno relata que o filme foi designado para ser “lírico, sensual, e não energético, com uma tensão sensual aparente em todas as cenas.”
Bjerno e seu filho Dane, usara duas ALEXA capture com o sistema Shotover K1 para “imagens aéreas incrivelmente suaves e estáveis“, Bjerno também incluiu vários estabelecimentos em Seattle e Portland, como também as cenas aéras de Christian em seu helicóptero e no planador.
“Todas as filmagens foram projetadas para ficarem cortadas em um conjunto de metragem de Seamus” adiciona Bjerno, “Então nós tivemos que combinar cuidadosamente a hora do dia, tempo e luz”
Para permitir que os dois, elenco e equipe trabalhe familiarizados, Taylor-Johnson deixou todas as cenas no Quarto Vermelho para o final das gravações. Nos dias de gravações, apenas os dois atores, Taylor-Johnson, McGarvey e operador de câmera Nobert Kaluza e o Lee Gibeau, operador da câmera com rodas estavam permitidos no quarto.
“Eu procurei gravar o sexo sem adornos‘, McGarvey descreve, ‘Nós usamos duas câmeras, então os adores poderiam realmente viver o momento.
Havia muito coreografia nas cenas, mas nós gravamos o intercurso mais como uma fotografia da vida selvagem. Isso permitiu que a gente ficássemos atrás e preservássemos o espaço dos atores”
“E, como a fotografia da vida selvagem, você pode exatamente fazer cada detalhe do que está acontecendo.” Lavender adiciona. “O que é importante é capturar os melhores momentos para a história.”
McGarcey, que já trabalhou em filmes como Godzila e Os Vingadores, e histórias épicas como Atonement, e dramas íntimos humanos – Anna Karenina, The Solista – descreve Cinquenta Tons de Cinza como um filme que é todo “sobre a paisagem do corpo. Eu amei trabalhar com Sam neste filme, eu estou feliz com isso e eu me sinto como outro fã de seu trabalho artístico.”
RETIRADO DO SITE: PORTAL 50 TONS

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